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Benvindos U.F. Parceiros e Azoia - Leiria

História

PARCEIROS

Criada em 1717, a freguesia de Parceiros, com uma área de 12,3km2, é uma das vinte e nove que constituem o concelho de Leiria, a 24.ª em termos alfabéticos. Em 1721, a freguesia tinha cerca de 110 moradores e englobava os lugares de Mouratão, Casais, Pernelhas, Borougal e Parceiros.

Ao que consta, parceiros era o nome que se dava aos membros de uma parçaria, ou seja, aos que entre si contratavam a divisão de qualquer herdade ou propriedade agrícola, que era cedida a meias, à terça, ao quarto e assim sucessivamente.

A História de Parceiros remonta pelo menos ao Paleolítico. De facto, desde 1993 que se tem vindo a encontrar provas materiais pré-históricas nesta freguesia, em terrenos datados do Pliocénico (8-1,8 milhões de anos). Durante os anos de 1994 e 1996, várias prospecções arqueológicas permitiram a detecção de materiais líticos. Durante a Idade Média, Nossa Senhora do Rosário de Parceiros esteve integrada na paróquia de S. Pedro de Leiria. Assim aconteceu até à data da criação da freguesia, nos inícios do século XVIII.

O primeiro pároco de Parceiros, ou pelo menos um dos primeiros, terá sido o Pe. Domingos Roiz de Alvelos. Segundo a documentação coeva, em 1721 prestou informações sobre a sua freguesia à Academia Real de História, que as tinha solicitado.

O que ele disse em resposta ao referido inquérito, ficou para a história nestes termos: "Tem esta igreja a invocação de Nossa Senhora do Rosário, foi erecta pelos fregueses dela, os quais se obrigavam à fábrica da dita igreja e se desanexou da freguesia de S. Pedro da cidade de Leiria no ano de 1717.

Tem de renda cada um ano dez mil réis, procedidos de algumas oliveiras, que de esmola lhes deixavam algumas pessoas que na dita igreja se sepultavam, o que tudo pertencia à fábrica da dita igreja. Parceiros está localizado em: Portugal Continental

Em relação ao património de Parceiros, destaque-se a bela igreja matriz e o cruzeiro de Parceiros. O templo paroquial tem servido com humildade o povo da freguesia, o bonito cruzeiro aí erecto é mais uma prova da sua extrema religiosidade e devoção à religião.

O “Couseiro” referia ainda uma ermida dedicada a Nossa Senhora do Rosário, cuja data de construção não se conhece, mas que já existia em 1669.

 

AZÓIA

Esta Freguesia está situada a 3 km a sul da Cidade de Leiria e a 5 km a norte da Vilda da Batalha. É atravessada pelas Estradas Nacionais IC2 e EN 356/1.

Assenta num planalto o que faz dela "um lugar lavado de todos os ventos, por cuja causa talvez livre de contágios e sádio.", (citação feita em 1758 pelo Padre João Nogueira).

A sua parte mais elevada é o monte do Facho em Alcogulhe do qual se disfruta uma soberba paisagem.

É ainda atravessada no seu limite a nascente, pelo Rio Lena e a sul Ribeira da Cárzea. Estes cursos de água contribuem para a fertilidade das suas terras. Outrora forneciam a energia hidraúlica para pôr a funcionar engenhos de moinhos e lagares de azeite. Também e citando de novo o Padr João Nogueira "as suas águas criavam boas enguias, barbos e nele se apanhavam algumas lampreias".

A Freguesia foi criada em 1713 na sequência da remodelação da Freguesia de S.Pedro, efetuada por D.Álvaro de Abranches.

A igreja Matriz sofreu avultados prejuízos, com o terramoto de 1 de Novembro de 1755 e com as invasões francesas foi ocupada pelos tropas do general Massena, tendo sido delapidada e servido de cavalariça.

Em 1758, o lugar de Azoia tinha cinquenta fogos aos quais correspondiam cento e setenta habitantes, o lugar de Cabeças tinha doze fogos e quanrente e duas pessoas, o lugar do Vale Gracioso três fogos e quinze pssoas, o lugar do Vale do Horto trinta e oito fogos e cento e vinte sete pessoas, o lugar de Codiceira, vinte e quatro fogos e noventa e oito pessoas, o lugar de Alcogulhe, trinta e dois fogos e cento e oito pessoas. Sobre os lugares de Casal Pobal e Quinta dos Frades não há referências, o que nos leva a pensar que estariam inclu+idos respetivamente no lugares de Azoia e Alcogulhe.

Sobre o lugar de Alcogulhe, e continuando a citar o Padre João Nogueira "neste lugar orna uma Capela ou Ermida, que pela sua grandeza e instrução, pode servir de Paróquia, (entenda-se Igreja Matriz, o que relamente aconteceu aquando das invasões francesas), dedicada ao noisso Santo lusitano Santo António".

Atualmente, e revendo os dados do censosa da duas últimas década verifica-se um ligueiro aumento demográfico.

Nas décadas de sessenta e setenta virficarm-se surtos de emigração, principalmente para países europeus e que muito têm contribuído para o desenvolvimento da Freguesia.

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